Estudo relaciona incidência de tuberculose com superlotação em domicílios no Brasil

Brasil está em 20º lugar no ranking dos países com maior número de casos de tuberculose no mundo. Em 2015, foram 4,6 mil mortes pela doença no país.

10 JUL 2017   |   Por Jornalismo  |   13:24
Foto: Felipe Dana/AP
Estudo relaciona incidência de tuberculose com superlotação em domicílios no Brasil
Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro: aglomerações intradomiciliares têm relação com aumento de risc

A doença conhecida por ter provocado a morte prematura de poetas e boêmios nos séculos 19 e 20 pode não estar mais presente no cotidiano da classe média brasileira, mas ainda faz muitas vítimas nos grupos sociais menos favorecidos. Um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP avaliou o impacto de diversos fatores socioeconômicos no risco de tuberculose e concluiu que a aglomeração dentro das casas é um dos principais mecanismos que podem explicar a associação entre tuberculose e pobreza.

O estudo, publicado em abril na revista científica “PLOS ONE”, levou em conta os dados de diagnósticos de tuberculose de 5.565 municípios brasileiros em 2010 e os avaliou em conjunto com os dados socioeconômicos desses municípios obtidos no Censo 2010.

É fácil entender esse mecanismo: “As pessoas que estão contaminadas e tossem, espirram ou falam expelem a bactéria no ar e, quanto mais pessoas ao redor, maior o risco de infecção e de desenvolver a doença”, diz a pesquisadora Daniele Maria Pelissari, uma das autoras do estudo.

Estudos anteriores já encontraram uma associação entre a pobreza e a desigualdade social com a tuberculose. “A pobreza determina que as pessoas vivam em ambientes aglomerados, o que aumenta o contato e o risco de tuberculose”, explica a pesquisadora.

(Fonte: G1)
















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